Domingo, Novembro 12, 2006

Escravidão ao longo da história

O trabalho escravo foi sistema motor da maioria dos grandes impérios da história. Portugueses, espanhóis, romanos e egípcios utilizaram largamente a exploração de povos nativos e dominados por guerra. A escravidão é quase tão antiga quanto as relações sociais e só veio a ser quase erradicada quando foi de interesse dos grupos dominantes.

As primeiras formas de escravidão foram para pagamento de dívidas ou conquista de povos através de guerras. A escravidão expandiu-se tanto que no Império Romano cerca de 60% da população era formada por escravos. Nos domínios espanhóis e portugueses na América, a escravidão de indígenas e africanos construiu o ciclo da exploração de metais preciosos e da cana-de-açúcar. Os espanhóis utilizaram como escravos os nativos do continente. Os portugueses exploraram o povo negro vindo da África.

Já nos navios negreiros, muitos dos escravos que vinham da África morriam ou chegavam doentes ao seu destino. Devido a falta de alimento e maus-tratos, cerca de um terço deles morriam. Na nova terra, um escravo era submetido a 16 horas de trabalho diário. Muitos serviços, como tração de engenho e trabalho de exploração nas minas, eram insalubres. A maioria dos escravos morriam com menos de 10 anos trabalho.

A escravidão já era comum no continente africano, mesmo antes da chegada dos europeus. Porém, só a guerra poderia levar uma tribo a escravizar outra. Após o início do tráfico, em 1443, povos africanos passaram a se especializar na captura de escravos. A criação do Estado africano de Daomé, no século XVII, teve esse objetivo.

Após mais de quatro séculos de exploração, o sistema perdeu sentido com o capitalismo industrial e a necessidade de explorar novos mercados consumidores. Sem condição de compra, os escravos constituíram larga população que poderia ser explorada como consumidores. Assim, a escravidão foi extinta. No caso brasileiro por total pressão inglesa.

Livres, os negros passaram a ocupar subempregos nas cidades e ocupar espaços secundários nas ações sociais. Como resultado, o fim da escravidão trouxe um novo tipo de preconceito, camuflado e indireto, exposto em piadas e comentários maldosos, onde o negro continua exposto ao racismo.

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