Quarta-feira, Julho 16, 2008
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
“Meu pai contou para mim; eu vou contar para meu filho.
Quando ele morrer? Ele conta para o filho dele.
É assim: ninguém esquece”
Quando ele morrer? Ele conta para o filho dele.
É assim: ninguém esquece”
(Kelé Maxacali, índio da aldeia de Mikael, Minas Gerais, 1984).
Segunda-feira, Novembro 13, 2006
Colonização, o ofício da morte
Tudo o que é diferente causa estranheza e muitas vezes repúdio. Sempre foi assim, e assim sempre seguiu o repúdio a condição de julgar tal cultura, comportamento, povo ou raça, como inferior ou superior. O exemplo mais claro dessa arbitrariedade foi a dominação européia na América. Os povos que se encontravam à esquerda do pacífico foram considerados inferiores à civilização do Velho Mundo.
Os europeus vieram em busca de riqueza, principalmente metais preciosos. Quando Colombo aqui chegou, em 1492, não se sabia se eram as Índias ou um novo continente. Mas o objetivo de explorar o lugar já era certo.
Ao chegar neste continente, os europeus encontraram povos com culturas estranhas, de total conflito com a ordem católica e os costumes greco-romanos. A incompatibilidade cultural foi pouquíssimas vezes resolvida com tolerância; sangue, morte e massacres formaram os degraus da dominação e ladrilharam por 3 séculos o caminho da convivência.
Os índios foram as primeiras vítimas, tanto nas colônias espanholas como no Brasil. Até as culturas mais complexas, como maias, astecas, incas e tupi, foram dizimadas .
Relatos do dominação espanhola são marcados por destruições e mortes, como o feito pelo frei Bartolomé de Las Casas. “ Os espanhóis começaram a praticar crueldades estranhas(...)não poupando nem as crianças e os homens velhos, nem as mulheres grávidas e as parturientes, e lhes abriam o ventre e as faziam em pedaços(...). Faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, fenderia e abriria um homem pela metade ou quem, mais habilmente e mais destramente, de um só golpe lhe cortaria a cabeça, ou ainda sobre quem abriria melhor as entranhas de um homem, de um só golpe”.
Tão crítico como o massacre era, por muitos, a aprovação desses atos, por ver os nativos como inferiores. “Quanto a mim, eu acreditaria antes que Nosso Senhor permitiu, devido aos grandes, enormes e abomináveis pecados dessas pessoas selvagens, rústicas e animalescas, que fossem eliminadas e banidas da superfície terrestre”. Esse trecho, do cronista Gonzalo Fernandes de Oviedo, expõe, de forma categórica, a pior das considerações feitas sobre o episódio: matou-se com a consciência limpa.
Fonte: Mecanismos da conquista colonial. São Paulo, Perspectiva, 1973, pag. 76 – O paraíso destruído, Porto Alegre, LE-PM, 1985, pag 32
Os europeus vieram em busca de riqueza, principalmente metais preciosos. Quando Colombo aqui chegou, em 1492, não se sabia se eram as Índias ou um novo continente. Mas o objetivo de explorar o lugar já era certo.
Ao chegar neste continente, os europeus encontraram povos com culturas estranhas, de total conflito com a ordem católica e os costumes greco-romanos. A incompatibilidade cultural foi pouquíssimas vezes resolvida com tolerância; sangue, morte e massacres formaram os degraus da dominação e ladrilharam por 3 séculos o caminho da convivência.
Os índios foram as primeiras vítimas, tanto nas colônias espanholas como no Brasil. Até as culturas mais complexas, como maias, astecas, incas e tupi, foram dizimadas .
Relatos do dominação espanhola são marcados por destruições e mortes, como o feito pelo frei Bartolomé de Las Casas. “ Os espanhóis começaram a praticar crueldades estranhas(...)não poupando nem as crianças e os homens velhos, nem as mulheres grávidas e as parturientes, e lhes abriam o ventre e as faziam em pedaços(...). Faziam apostas sobre quem, de um só golpe de espada, fenderia e abriria um homem pela metade ou quem, mais habilmente e mais destramente, de um só golpe lhe cortaria a cabeça, ou ainda sobre quem abriria melhor as entranhas de um homem, de um só golpe”.
Tão crítico como o massacre era, por muitos, a aprovação desses atos, por ver os nativos como inferiores. “Quanto a mim, eu acreditaria antes que Nosso Senhor permitiu, devido aos grandes, enormes e abomináveis pecados dessas pessoas selvagens, rústicas e animalescas, que fossem eliminadas e banidas da superfície terrestre”. Esse trecho, do cronista Gonzalo Fernandes de Oviedo, expõe, de forma categórica, a pior das considerações feitas sobre o episódio: matou-se com a consciência limpa.
Fonte: Mecanismos da conquista colonial. São Paulo, Perspectiva, 1973, pag. 76 – O paraíso destruído, Porto Alegre, LE-PM, 1985, pag 32
Domingo, Novembro 12, 2006
Escravidão ao longo da história
O trabalho escravo foi sistema motor da maioria dos grandes impérios da história. Portugueses, espanhóis, romanos e egípcios utilizaram largamente a exploração de povos nativos e dominados por guerra. A escravidão é quase tão antiga quanto as relações sociais e só veio a ser quase erradicada quando foi de interesse dos grupos dominantes.
As primeiras formas de escravidão foram para pagamento de dívidas ou conquista de povos através de guerras. A escravidão expandiu-se tanto que no Império Romano cerca de 60% da população era formada por escravos. Nos domínios espanhóis e portugueses na América, a escravidão de indígenas e africanos construiu o ciclo da exploração de metais preciosos e da cana-de-açúcar. Os espanhóis utilizaram como escravos os nativos do continente. Os portugueses exploraram o povo negro vindo da África.
Já nos navios negreiros, muitos dos escravos que vinham da África morriam ou chegavam doentes ao seu destino. Devido a falta de alimento e maus-tratos, cerca de um terço deles morriam. Na nova terra, um escravo era submetido a 16 horas de trabalho diário. Muitos serviços, como tração de engenho e trabalho de exploração nas minas, eram insalubres. A maioria dos escravos morriam com menos de 10 anos trabalho.
A escravidão já era comum no continente africano, mesmo antes da chegada dos europeus. Porém, só a guerra poderia levar uma tribo a escravizar outra. Após o início do tráfico, em 1443, povos africanos passaram a se especializar na captura de escravos. A criação do Estado africano de Daomé, no século XVII, teve esse objetivo.
Após mais de quatro séculos de exploração, o sistema perdeu sentido com o capitalismo industrial e a necessidade de explorar novos mercados consumidores. Sem condição de compra, os escravos constituíram larga população que poderia ser explorada como consumidores. Assim, a escravidão foi extinta. No caso brasileiro por total pressão inglesa.
Livres, os negros passaram a ocupar subempregos nas cidades e ocupar espaços secundários nas ações sociais. Como resultado, o fim da escravidão trouxe um novo tipo de preconceito, camuflado e indireto, exposto em piadas e comentários maldosos, onde o negro continua exposto ao racismo.
As primeiras formas de escravidão foram para pagamento de dívidas ou conquista de povos através de guerras. A escravidão expandiu-se tanto que no Império Romano cerca de 60% da população era formada por escravos. Nos domínios espanhóis e portugueses na América, a escravidão de indígenas e africanos construiu o ciclo da exploração de metais preciosos e da cana-de-açúcar. Os espanhóis utilizaram como escravos os nativos do continente. Os portugueses exploraram o povo negro vindo da África.
Já nos navios negreiros, muitos dos escravos que vinham da África morriam ou chegavam doentes ao seu destino. Devido a falta de alimento e maus-tratos, cerca de um terço deles morriam. Na nova terra, um escravo era submetido a 16 horas de trabalho diário. Muitos serviços, como tração de engenho e trabalho de exploração nas minas, eram insalubres. A maioria dos escravos morriam com menos de 10 anos trabalho.
A escravidão já era comum no continente africano, mesmo antes da chegada dos europeus. Porém, só a guerra poderia levar uma tribo a escravizar outra. Após o início do tráfico, em 1443, povos africanos passaram a se especializar na captura de escravos. A criação do Estado africano de Daomé, no século XVII, teve esse objetivo.
Após mais de quatro séculos de exploração, o sistema perdeu sentido com o capitalismo industrial e a necessidade de explorar novos mercados consumidores. Sem condição de compra, os escravos constituíram larga população que poderia ser explorada como consumidores. Assim, a escravidão foi extinta. No caso brasileiro por total pressão inglesa.
Livres, os negros passaram a ocupar subempregos nas cidades e ocupar espaços secundários nas ações sociais. Como resultado, o fim da escravidão trouxe um novo tipo de preconceito, camuflado e indireto, exposto em piadas e comentários maldosos, onde o negro continua exposto ao racismo.
Sábado, Novembro 11, 2006
O Reino do Inferno
No Budismo o livro "Uma visão da doutrina budista através dos textos" explica sobre os seis reinos. Vamos conhecer ums deles e seu conceito sobre o Reino do Inferno.
"A mente dominada pela raiva e pelo ódio produz o karma para a vida em um inferno. O que sofre nesse estado infernal é a mente, nossa mente. As aparências infernais, os seres que nos atacam ou nos matam, o ambiente e todo o sofrimento que nos aflige nesse reino, são produções de nossa própria mente condicionada pelo nosso karma.
Nestes estados infernais, somos atormentados inflexivelmente por um sofrimento inconcebível: somos mortos e, em alguns reinos infernais, experienciamos ser mortos de novo e de novo; somos torturados pelo calor e frio extremos. E não há liberdade, nem qualquer possibilidade de nos dedicarmos à prática espiritual".
Como podemos notar um dos coneitos é que nos podemos formar o inferno em nossa propria mente, conduzindo a uma vida infeliz.
"A mente dominada pela raiva e pelo ódio produz o karma para a vida em um inferno. O que sofre nesse estado infernal é a mente, nossa mente. As aparências infernais, os seres que nos atacam ou nos matam, o ambiente e todo o sofrimento que nos aflige nesse reino, são produções de nossa própria mente condicionada pelo nosso karma.
Nestes estados infernais, somos atormentados inflexivelmente por um sofrimento inconcebível: somos mortos e, em alguns reinos infernais, experienciamos ser mortos de novo e de novo; somos torturados pelo calor e frio extremos. E não há liberdade, nem qualquer possibilidade de nos dedicarmos à prática espiritual".
Como podemos notar um dos coneitos é que nos podemos formar o inferno em nossa propria mente, conduzindo a uma vida infeliz.
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
E há os que tiram da tristeza, uma forma de melhorar.

Há 16 anos, Augusto César Serrano, ex-interno da Febem, desenvolve um projeto de inclusão social, direcionado a adolescentes carentes da periferia de São Paulo.
Atualmente, ele está em cartaz com a peça teatral Guerreiros Urbanos, uma produção que narra a trajetória de um adolescente em conflito com a lei que vive um dilema entre a violência e o difícil caminho da arte.
“Não se trata apenas de uma peça teatral, mas parte de um projeto de formação cidadã” explica Augusto, que semanalmente desenvolve as aulas de teatro, gratuitamente. Toda a renda da bilheteria é destinada a novos investimentos nas oficinas oferecidas aos jovens.
Por: Vanessa Prearo
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Escreve isto para memória num livro
"Lembrem-se do que aconteceu no passado:
Naqueles dias,
depois que a luz brilhou sobre vocês,
vocês sofrem muitas coisas,
mas não foram vencidos na luta
Alguns foram insultados e maltratados publicamente,
e outros tomaram parte no sofrimento dos prisioneiros.
E quando tiraram tudo que vocês tinham,
vocês surportaram isso com alegria
porque sabiam que possuiam coisa muito melhor,
que dura para sempre.
Portanto,
não percam a coragem,
porque ela traz grande recompensa"
(Trecho de "Brasil: Nunca Mais")
Teria sido um prazer, se fosse tão trágico escrever aqui.



